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O papel social da ciência
Silvio de Macedo
Jornal de Alagoas 1963 fev 10;4(suplemento):1.
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Vista geral da
primeira folha do suplemento do
Jornal de Alagoas (10 de fevereiro de 1963).
Silvio de Macedo
Ressaltando o papel social da ciência, o sábio Bernard Houssay o distingue em três planos principais: intelectual, técnico e moral.
Muita gente acha normal que a ciência se revele apenas nos dois primeiros aspectos e estranhe o aspecto moral.
Há fortes implicações morais, no entanto, na atividade do homem de ciência. O sábio, por ser um homem de saber verdadeiro, não pode se destituido de retidão moral.
É natural a um sábio da estirpe de Houssay, que, no desenvolvimento da pesquisa científica esteja presente uma preocupação de ordem moral. Por isso ele exerça o papl social da ciência. Esta, não tem por objetivo o egoísmo individual. Visa, antes, a comunidade. É nessa polarização como social que ela mostra seu compromisso moral.
O sábio acima, Prêmio Nobel da Medicina, cita um pensamento de Pasteur, êste homem tão sábio quanto encarnação de bondade:
"É indispensável que as aplicações dos descobrimentos científicos se façam de acôrdo com normas morais puras".
Quero está assim inbuído de idéias tão nobres na sua ciência realiza uma missão social. Não é para si, porque é para os outros. Torna-se predentinação histórica. E Houssay, partindo de Pasteur chegas às seguintes conclusões a respeito dos deveres da ciência:
1) aplicar seu conhecimentos ao bem-estar material e espiritual dos homens.
2) fazer que éles cheguem rapidamente possível ao maior número de seres humanos;
3) prestar ajuda aos povos menos adiantados para que aperfeiçoem seus meios e aumentem seus recursos;
4) aumentar a fraternidade e cooperação pacífica dos homens entre si, para que desapareça alguma alguma vez a guerra e tôda opressão pela força".
A primeira conclusão é profundamante sintomática e definidora, e deveremos permanecer nela para algumas reflexões.
A marca do sábio é a capacidade para o sacrifício pela comunidade. Quem, verdadeiro sábio, não se haje sacritizado por êsses ideaís? Quem, sábio autêntico, não se tenha extrapolado do puro egotismo para desempenhar uma função redentora?
Só os espíritos estreitos é que se enclausuram no próprio eu.
O bem-estar material e espiritual da humanidade deve ser a preocupação do homem de estudo dêsse projeto de sábio que se aquietanas formulações de mera repetição, nessa passividade morta dos que não sentem a inquietação criadora.
O sábio é êsse autêntico grande operário que trabalha a matéria e o espírito, que cria a forma e renova o conteúdo.
Sacrifica muitas vêzes seu conforto pessoal para slavar o próximo. Vêzes outras lhe transmite a alegria, o conforto ou a segurança.
Atualização: 12-Apr-2002
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